Resenha: Carrie Soto Está de Volta

O que pode acontecer quando a maior tenista de todos os tempos, detentora de recordes inacreditáveis dentro do mundo do tênis, voltasse 5 anos depois de sua aposentadoria para segurar seu recorde de títulos? Será que esse recorde pode ser... mantido? 



Pois então, aqui temos um pai com grandes sonhos para sua filha dentro do mundo dos esportes, cujo qual já teve sua oportunidade nas quadras, e claro sua filha que dá título ao livro, Carrie Soto, ou como ela acaba sendo conhecida nas quadras, “Machadinha de Guerra”, uma garota que se torna implacável ao longo de sua carreira (ela era a então detentora de vinte títulos de Grand Slam). 

Carrie construiu uma brilhante carreira com a ajuda e ensinamentos de seu pai, mas algo muda quando ela se vê ameaçada por outra competidora e acha que o que seu pai tem a oferecer não é mais o suficiente, Carrie passa por grandes viradas na vida, entre perda de pessoas queridas e troca de treinador, as inimizades dentro e fora das quadras – onde até mesmo os comentaristas não tinham a menor empatia pela esportista. 

Agora chega de resumos e vamos a minha opinião sobre como foi essa leitura. Pra começo de conversa vou citar Javier ‘’El Jaguar’’ Soto, vulgo pai – e treinador por um tempo – que foi quem colocou a semente do tênis na cabeça da pequenina Carolina, ou como era chamada pelo mesmo, Aquiles pois segundo ele: “Com sua elegância e a minha força, ela pode ser a maior tenista que o mundo já viu.’’ 

E sim, Carolina se tornou incrível, incrivelmente talentosa e incrivelmente desprezível. 

Ao mesmo tempo que Carrie subia a pódios, um atras do outro, ela se tornou uma pessoa amarga, uma pessoa maldosa, sem empatia (nem mesmo em nome do fair play), tanto que seu apelido dado pela imprensa - “Machadinha de Guerra” - foi dado pelo fato de Carrie abusar das fraquezas, as físicas no caso de suas oponentes para ganhar seus jogos, uma de suas oponentes que estava com o tornozelo lesionado, teve que se afastar pois, Carrie decidiu que não adiaria a partida (com medo de perder caso a oponente estivesse em melhores condições) o que acabou forçando a lesão da oponente, que após essa partida, teve que passar por cirurgia devido o tamanho da lesão. 

O Ego de Carrie também foi um problema pra mim ao longo da leitura, pois pude notar algo que me deixou bem triste em relação a personagem. Carrie não joga pelo amor ao esporte, e sim pelo gosto da vitória. Sei que isso se torna algo importante para esportistas, porém, vendo nesse livro, isso me deixou bem incomodada, já que, os atletas, jogadores e pessoas do mundo dos esportes em geral que eu acompanho, são dedicados por sua paixão em fazer o que fazem, e a vitória vem pelo esforço e dedicação.  

Estou dizendo que Carrie não se dedica? Não! Estou dizendo que Carrie não se esforça? Não! Porém, vejo que para ela, jogar com a paixão por aquilo que faz não é o caso, e sim apenas ser a melhor e estar no topo. 

A facilidade de ‘redenção’ da personagem também me incomodou. Achei que uma pessoa, que enxerga o mundo do esporte como ela enxerga, e fazer as coisas ao modo ‘Machadinha de Guerra’, que leva pessoas a se afastarem de você, a criação de inimizade pela ausência de fair play em suas partidas, pelo tratamento que ela dá, tanto para o público quanto para a imprensa, e até mesmo de pessoas próximas, que sua redenção deveria ser uma provação diferente, ou até mesmo a que se desencadeou, poderia ter sido melhor elaborada para tentar mostrar um lado mais humano da personagem. 

Ufa... vou parando por aqui antes que acabe soltando algum spoiler kkkkk e respondendo a pergunta que fiz lá no começo, se você leitor que ainda não leu esse livro, acha que Carrie Soto conseguiu manter seu recorde? E você leitor que já tenha se deparado com essa leitura, o que achou? 

Bjs e até a próxima 

@Dessalendo 

 

LIVRO: Carrie Soto está de volta 

AUTORA: Taylor Jenkins Reid 

PÁGINAS: 352   

EDITORAS: Paralela 

MINHA NOTA: 4  

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