A vontade de Muitos - James Islington
Conto a eles que meu nome é Vis Telimus. Conto que fiquei órfão após um trágico acidente há três anos… e que ter sido aceito na Academia, o centro de estudos mais prestigiado da República, foi apenas uma questão de sorte.
Digo que sou um deles, e eles acreditam.
Mas a verdade é que fui enviado à Academia para encontrar respostas. Para solucionar um assassinato. Para buscar uma arma ancestral. Para desvendar segredos que podem provocar a queda da República. E eu nunca, jamais, cederei minha Vontade ao império que executou minha família.
E, se a Hierarquia descobrir quem eu realmente sou, eles vão
me matar.
Olá meu povo!
Cá estou eu,
voltando com algumas resenhas, e para esse retorno trago A Vontade de
Muitos de James Islington.
Nesse livro que é uma mistura de um futuro retrô graças a sua estética, temos Vis, um garoto que se diz órfão e trabalha em uma espécie de prisão onde os condenados usam algo chamado sapador, onde sua vontade é sugada de seu corpo ate o fim de sua pena – pelo menos foi o que eu entendi hahahahah – e em um belo dia ele recebe a visita de um tal de Sextus Hospius que precisa conversar com um prisioneiro, e com isso a vida de Vis muda, pois após alguns dias Vis é adotado por esse mesmo homem, que na verdade se chama Quintus Ulciscor Telimus e ele precisa de Vis.
Com essa adoção a
vida de Vis da uma boa mexida, já que ele vai para a Academia, uma escola onde
apenas a elite coloca seus filhos, e nessa Academia, os jovens são separados em
7 turmas e com isso o foco é subir e ficar na turma mais ‘alta’. E isso tudo
envolve tanto planos de Ulciscor que envolvem a morte suspeita de seu irmão, quanto
de Vis que envolve sua família.
Nesse caminho a ser
seguido dentro da Academia, Vis conhece pessoas como Callidus e Eidhin,
além de varias outras como o Principalis Veridius, que é o
diretor/reitor dessa escola, e alunos de outras turmas como Aequa, Emissa, Indol
e Belli.
Falando um pouco da
estética do livro que, ao que tudo indica, é em um futuro distópico, já que
temos a questão do uso da vontade e outras coisas, aparenta ter
passado por um tipo de evento que mudou o mundo, juntamente da ideia do uso da
estética da antiga Roma (ou é isso o que eu senti e entendi, principalmente por
ser professora de história e acabar relacionando as coisas dessa forma), eu
adorei!
Sei que sou suspeita para falar sobre já que por conta de
ser da área de História, adoro a antiguidade e afins, e dentro dessa estética
só uma coisa me incomodou que é o uso do material que eles usam para escrever
na Academia que é o buril (é uma ferramenta de aço com ponta afiada usada
para gravar, cortar e esculpir metais), que EU acho muito arcaica hahahaha.
Um último comentário a ser feito sobre essa leitura, apesar
de parecer desafiador por ser um calhamaço de 784 páginas, ainda é uma
leitura que vale muito a pena, não é algo com termos que te deixam perdido, já que
o autor ao citar algo, ele explica em seguida, e também, no final do livro
contamos com glossário de nomes de pessoas e outras cosias da história para
facilitar caso o leitor não grave as informações.
A Vontade de Muitos
é o 1º livro de uma suposta trilogia que conta com as sequências The
Strength of the Few e o ‘recem’ anunciado 3º volume The Justice of One
(ainda sem data de lançamento, mas já conta com o primeiro rascunho pronto).
A Vontade de Muitos
foi lançado em 2025 pela editora Plataforma 21, e conta com a tradução
de Edmundo Barreiros.


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