Resenha: Diana - Sua Verdadeira Historia
Olá pessoal, mais uma resenha por aqui, e dessa vez vamos para falar dela, a princesa do povo, Lady Diana Spencer em um livro publicado em 1992 e que causou um alvoroço dentro dos portões do palácio de Buckingham, Diana: Sua Verdadeira História por Andrew Morton.
Resumo: Neste livro temos algumas fotos únicas, fornecidas pela própria princesa, além de uma longa reflexão sobre como ela conseguiu atrair a atenção de todos (mídia e público) não só nacional, mas internacionalmente. Além do que se sucedeu após a publicação desse livro e claro das duas entrevistas cedidas pelo Príncipe Charles e de Diana à canais de televisão sobre as traições de Charles e o fim do casamento real que trouxe em torno de 750 milhões de pessoas para a frente da televisão, e que infelizmente acarretaram na sua morte.
Nesse livro, Andrew utilizou as palavras da própria princesa para compor um livro que quando lançado. Causou um pandemônio na vida da família real, expondo a sua frieza, a falta de acolhimento, e principalmente o tratamento para com a princesa perante os erros e traições do Príncipe Charles (hoje Rei Charles III).
Esse livro foi escrito com a ajuda de Diana, com gravações feitas em várias vezes por telefone, onde a princesa conta como foi sua vida desde suas memórias de infância, passando pelo dia em que conheceu o príncipe que na época estava em um encontro com sua irmã. Passamos pelos dias de namoro, onde o abuso e invasão da imprensa começou em sua vida, lhe causando diversas crises de ansiedade, e claro a presença de duas mulheres que cercavam sua vida e e lhe fizeram tomar a decisão de escrever esse livro: Camilla Parker Bowles (seu nome de casada na época que mantinha um caso com o príncipe) e a Rainha Elisabeth II, mãe do príncipe e claro a rainha da Inglaterra.
No livro vemos aquilo que já sabemos sobre a monarquia britânica, ou sobre o povo britânico em sua maioria, eles não são um povo que demonstram emoção, são considerados um povo frio e graças ao olhar de uma pessoa que não cresceu nesse meio de vida, pudemos ver que a Rainha, em todas as divergências relacionadas ao relacionamento entre seu filho e a Princesa de Gales, tomava o partido do filho, e claro, mantendo em mente aposição da monarquia precisa manter a pose e não deixar esse tipo de acontecimento abalar sua imagem.
Quando Diana faz uma reclamação sobre seu relacionamento, de que Charles não estava sendo um marido decente ou um pai participativo, pois logo após dar a luz a um de seus meninos, ele a deixou para ir a uma partida de golfe. Fazendo um paralelo com um episódio da série da Netflix: The Crown, onde Philip, o Duque de Edimburgo pergunta para a rainha Elisabeth, qual seria seu filho favorito e ela responde que não tem pois ama a todos igualmente, mas Philip responde que sim, ambos têm seus filhos favoritos e o dela está explicito apesar dela continuar negando, porém ao contrário do que Elisabeth pensava (ou achava que pensava) Charles sempre foi sim seu favorito, e que tomava sim suas dores e seu partido em momento que deveria pelo menos utilizar um pedaço de humanidade e também a sororidade em relação as atitudes do filho, sendo um homem casado e que desde sempre, se mantinha em contato, com uma mulher também casada.
Mas não é só isso que vemos nesse livro, nele também vemos o porquê de Lady Di era chamada de a Princesa do Povo. Diana era o tipo de pessoa que se aproveitou da visibilidade e da parte financeira que começou a ter acesso, e ajudava quem estava em situações difíceis, fossem elas crianças em abrigos ou até hospitais onde residiam pessoas com AIDS, que era considerada uma doença terrível e que o mero contato físico com essas pessoas já era perigoso, mas isso não afetava Diana. Na verdade, isso a dava força para continuar, mesmo com seus problemas como a bulimia e a depressão, encontrava forças para se manter firme e na luta para se ver longe daquele circo que sua vida havia se tornado, com a perseguição da imprensa, que até os dias de hoje se mantem sem limites e com uma falta de respeito terrível, e claro, seus filhos que vieram durante o casamento.
Seus filhos e sua relação com o pai durante o casamento era péssima já que, o pai mal passava tempo com as crianças, um dos fatores que foi mencionado no livro é a questão de que Harry (que na verdade é Henry) ter nascido com mais características da família Spencer (a família de Diana) do que da família de Charles: ‘’Ora, é um menino, e ainda por cima ruivo!”Vou parar por aqui, senão a resenha vai ter 3 páginas, mas posso concluir que, a Princesa de Gales ou a Princesa do Povo, foi uma mulher com sonhos, amores assim como problemas e temores, que podem ou não ter levado a sua fatídica morte na madrugada de 31 de agosto de 1997.
Lady Di como segue sendo chamada, não parece ter nenhum sinal de que será esquecida, e seu legado, assim como suas memorias e palavras já estão escritas no livro da vida e serve de inspiração para todos, assim como para mim, sua grandeza, sua força, seu amor incondicional pelos filhos e claro, sua compaixão.
Eai, quem já era nascido nessa época, se lembra de algo? Quem não, já conhece a história? Bom, deixem seus comentários, beijos e até a próximas resenhas!
@DessaLendo



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