Ayrton, O Herói Revelado - Ernesto Rodrigues
''É ELE! É ELE... AYRTON SENNA DO BRASIL!" Essa frase foi muito ouvida entre os anos 80 e 90, infelizmente não pude ouvi-la ao vivo.
“- O senhor é o Galvão Bueno?
- Sou...
- Eu sou Ayrton Senna da Silva...
- Pelo jeito, eu vou falar muito de você.
- Espero que sim...”
Posso começar essa resenha dizendo que, a carreira e trajetória de Ayrton Senna dentro do mundo das corridas (seja F3, Ford 1600 ou F1) foi extremamente curta. E não digo isso pensando apenas em sua morte precoce, mas tendo em mente que na Formula 1, a principal categoria na vasta lista de 'etapas' ou 'Formulas' foi extremamente curta.
Com isso vamos ao que interessa de fato: o que eu achei do livro? E minha resposta é bem simples, Ernesto Rodrigues fez um excelente trabalho. Me baseando em suas próprias palavras, o livro foi construído em um retalho de memorias, com pelo menos 1 fonte confiável em cada uma, então tudo que esse livro nos trás, não são apenas romantizações a cerca da vide de Senna, mas, sim uma narração e exposição de que foi Ayrton Senna da Silva.
O autor não deixa escapar também a grandiosidade, feitos e defeitos dos rivais e dos colegas de Senna. Piquet, Mansell, De Angelli, e vários outros nomes conhecidos como Prost não são deixados de lado, sejam nos momentos de coleguismo onde os pilotos se tornam companheiros de equipe, ou simplesmente pela amizade que foi impossível de existir, seja pelo ego dos pilotos ou simplesmente não entenderem o quanto Senna se dedicava para sempre atingir o melhor, tanto de si quanto da maquina que pilotava.
Entre troca de equipes, troca de motores, derrapadas na descida da serra para Ubatuba, ou nas curvas dos Grande Prêmios na Europa, a excelência de Senna ia além da pilotagem. Senna fazia questão de decorar cada curva, cada encostada do pneu na pista, o tempo que seu motor levava para esquentar e o que precisava fazer antes e depois disso.
Senna vivia a nível de perfeição tanto em suas corridas quanto em sua vida pessoal, pois até mesmo para trocar uma lâmpada, ele conseguia ouvir um chiado de falha elétrica, em uma corrida chegou a avisar que o virabrequim do carro daria problema, e adivinhem? Deu. A parte mais engraçada é que ninguém conseguiu adivinhar de onde o problema veio, já que a equipe realizou testes e mais testes, e não acharam NADA, eu repito, nada de errado em nenhuma parte do motor.
Podemos falar também sobre a vida amorosa de Ayrton, que em seus relacionamentos tinha o costume de ser bem tradicional e muitas vezes, bem ciumento. Mas seus relacionamentos não costumavam durar como o esperado, pois, pelo menos 2 vezes Ayrton teve que ouvir que: 'não quero namorar o Senna, quero namorar o Beco' ou mesmo 'não quero ser conhecida como a ''namorada do Senna'', vemos também que seu namoro com Xuxa contou bastante com a intromissão da fatídica Marlene Matos, que acabava proibindo Ayrton de ver Xuxa e vice-versa. Temos também cenas onde o piloto acabou saindo de uma festa com duas mulheres a tira colo.
Gostaria de pontuar que: esse livro era o que eu esperava ler em Ferrari: O homem por trás das máquinas (o qual espero conseguir fazer a resenha em breve), mas como ainda não finalizei, vamos ver como ele termina antes de criticar.

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