Trilogia Santo Guerreiro
Eu não imaginaria que alguma leitura poderia me pegar desse jeito, mas olha... Santo Guerreiro me ATROPELOU.
Não seria errado assumir que
fiquei empolgada quando Spohr anunciou que lançaria uma possivel duologia nova,
e que seria ficção história sobre um personagem que só conheço por ditados ou
por conta de uma música tema de novela das 20h, e mal sabia eu como ficaria no
final dessa jornada.
Um breve resumo da trilogia, que como já é de conhecimento, é uma trilogia de ficção historia que conta a história de Georgios Anício Graco, como era chamado em grego, onde acompanhamos como um garoto que após a perda de seu pai Laios Graco, que era um alto oficial da cavalaria, o que o leva a uma caminhada de crescimento, aprendizado e muito mais.
Bom, posso dizer que me
afeiçoei por Georgios desde o começo. Sendo professora de história, tenho um
leve entendimento de que, os períodos da antiguidade romana não foram
tranquilos, onde toda hora seu líder politico poderia ser substituído, seja por
conta de guerras, intrigas internas, traições e até mesmo doenças, então,
pensar que a vida de Georgios fosse ser ‘facil’ já não estava na minha lista,
mas devo dizer que essa caminhada desde o momento em que sua familia é morta –
e isso para quem for reclamar não é um spoiler, já que acontece logo no começo
da história – até os momentos finais de Impérios do Leste, me fez ficar ainda
mais apegada a esse jovem, que ao mesmo tempo que era fiel aos seus juramentos,
ainda era fiel ao amor de seus pais, amigos e afins.
Acho que sobre os
personagens, não entrarei em detalhes já que posso acabar dando spoilers do
enredo, mas posso falar que, foi feito um trabalho primoroso na criação de personalidade
de cada um, todos com seu histórico de vida, traumas, amores, vinganças, ambições,
e como os acontecimentos os afetam – ou não – e como isso os move, como eles
moldam suas vidas em torno desses momentos.
Algo que mantive em mente
durante a leitura foi de que, quem conhecemos como São Jorge, não é a mesma
pessoa que foi Georgios Graco, o famoso “Santo Guerreiro” não foi a vida toda o
cara em cima de um cavalo branco derrotando um dragão, sua história veio de
algum lugar, e graças as viagens e pesquisas de Eduardo Spohr, pude conhecer essa
maravilhosa história, esse maravilhoso personagem e sua incrível jornada, junto
da história romana.
Acho que entre um volume e
outro, a ansiedade me atingia forte, e entre o volume 1 e 2, tive uma ressaca literária
onde não conseguia avançar na leitura, mas como sabia que havia um novo volume
a caminho, decidi que teria vergonha na cara de terminar, e assim aguardar a
chegada do meu pacote com o volume 3 e a finalização dessa história. E agora,
não sei o que fazer ou ler.
Parece que não entendi que a história
de Georgios acabou, que cheguei na linha de chegada, e ainda não parei de
correr, não senti o baque de que não tem mais, de que não terei mais nada de Graco
para ler, para ver onde mais essa historia pode ir, o quão longe ele ainda
podia chegar.
A Trilogia Santo Guerreiro
terá assim como a Tetralogia Angélica, um lugar especial no meu coração,
Eduardo Spohr, voce me tem eternamente como fã, sua escrita aqui foi
primordial, seja em descrições de paisagens, de pessoas, de sensações, e
principalmente pela construção – tendo fatos históricos como apoio ou
simplesmente uma fantasia envolvendo anjos – de mundo de ambiente, de tramas, e
como voce consegue criar personagens que nos prende, nos cativam, que nos fazem
amar, odiar e amar odiar! Mais uma vez, muito obrigada por mais essa jornada.
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